É sempre interessante observar algumas coisas simples, que de tão comuns e abundantes no mundo moderno, passam despercebidas aos nossos olhos. Um bom exemplo são as fotografias. Para atender a uma sugestão que se encontra subscrita numa dessas fileiras de comentários abaixo, trago a história da foto que ilustrou esse breviário durante seis meses (foto acima).
O cenário da foto é o jardim da piscina panorâmica do Hotel Glória, na Baia de Guanabara, Rio de Janeiro. Ao fundo, uma das mais belas e famosas paisagens do planeta: O Pão de Açúcar. O fotógrafo é João de Deus, um típico Dr. Mandrake de Rubem Fonseca, sujeito carismático e inteligente ao estremo, honesto e viajado, malandro e culto, mais conhecido no Japão e no Feijão Semeado como Janjão Santiago.
Em fins de outubro do ano de 2002 desembarcamos num hotel simples do centro da cidade maravilhosa. O nosso objetivo era participar de um grande evento relacionado ao Comércio Exterior brasileiro e a seus parceiros pelo mundo afora. Assistimos, ao lado dos maiores empresários e altos executivos das multinacionais, o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, discursar na abertura oficial do evento. Ali estava o PIB do Brasil, todo o ministério do governo FHC, a nata do que seria o Governo Lula e boa parte do Congresso Nacional. E ali estávamos nós, o futuro do norte de Minas, super atentos aos discursos e mais ainda à distribuição dos brindes bacanas.
Conhecedor de todos os pontos turísticos, morros, bocas, inferninhos, bailes funk, mirantes e restaurantes cariocas, Janjão elaborou um roteiro “light”. Em três dias (e três noites), visitamos os principais pontos turísticos da cidade. Passamos pela Rocinha, assistimos a um incêndio de um ônibus no Morro do Vidigal, conhecemos a Lapa, os bares boêmios de Ipanema, passeamos pelo Posto 9, empurramos o carro (sem gasolina) às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, contemplamos todas as praias, tomamos uma Brahma na barraca do Pepê, visitamos a Gávea do Mengão, lanchamos no famoso Bob’s de Copacabana, conversamos com pessoas bacanas na tradicional Help e fomos assaltados no famoso restaurante Antiquarius, no Leblon (calma nêga, fomos assaltados no preço).
Nesse meio tempo, claro, participávamos do tal evento lotado de pessoas ilustres e poderosas. Empolgados, tiramos fotos e conversamos com os ministros e as celebridades presentes, até que a coisa ficou monótona. E foi aí que Janjão nos chamou a atenção para o gigantesco aparato que formava a Guarda Presidencial. Milhares de homens de preto, óculos escuros e fones nos ouvidos controlavam a movimentação das pessoas e impediam o acesso aos andares de cima do hotel. Em segundos nosso Mandrake mentalizou um plano mirabolante para furar a guarda do presidente (com trocadilho, por favor) e termos acesso à famosa piscina panorâmica do Hotel Glória, onde conseguiríamos ter a mais bela vista da cidade maravilhosa. E entre disfarces, despistes e correrias, conseguimos chegar ao local desejado. Ficamos poucos segundos, tempo suficiente apenas para tirar uma única foto, enquanto observávamos, afoitos, meia dúzia de madames tomando sol e uma dúzia dos homens de preto, todos armados, correndo em nossa direção.
Por pouco não saímos algemados do hotel. E o que nos restou da brincadeira foi essa fotografia, que nos trás as lembranças deliciosas de tudo que ocorreu naquele dia, de tudo que curtimos naquele passeio. Esse é o grande barato das fotos, a conexão que podemos fazer entre a imagem, o instante congelado, e as lembranças dos nossos momentos especiais. Só a fotografia é capaz de parar o tempo, imortalizar as coisas. Ela é o infinito despertar da saudade, que nos dá o prazer de reviver sentimentos, loucuras, sonhos, alegrias e tristezas.
O cenário da foto é o jardim da piscina panorâmica do Hotel Glória, na Baia de Guanabara, Rio de Janeiro. Ao fundo, uma das mais belas e famosas paisagens do planeta: O Pão de Açúcar. O fotógrafo é João de Deus, um típico Dr. Mandrake de Rubem Fonseca, sujeito carismático e inteligente ao estremo, honesto e viajado, malandro e culto, mais conhecido no Japão e no Feijão Semeado como Janjão Santiago.
Em fins de outubro do ano de 2002 desembarcamos num hotel simples do centro da cidade maravilhosa. O nosso objetivo era participar de um grande evento relacionado ao Comércio Exterior brasileiro e a seus parceiros pelo mundo afora. Assistimos, ao lado dos maiores empresários e altos executivos das multinacionais, o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, discursar na abertura oficial do evento. Ali estava o PIB do Brasil, todo o ministério do governo FHC, a nata do que seria o Governo Lula e boa parte do Congresso Nacional. E ali estávamos nós, o futuro do norte de Minas, super atentos aos discursos e mais ainda à distribuição dos brindes bacanas.
Conhecedor de todos os pontos turísticos, morros, bocas, inferninhos, bailes funk, mirantes e restaurantes cariocas, Janjão elaborou um roteiro “light”. Em três dias (e três noites), visitamos os principais pontos turísticos da cidade. Passamos pela Rocinha, assistimos a um incêndio de um ônibus no Morro do Vidigal, conhecemos a Lapa, os bares boêmios de Ipanema, passeamos pelo Posto 9, empurramos o carro (sem gasolina) às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, contemplamos todas as praias, tomamos uma Brahma na barraca do Pepê, visitamos a Gávea do Mengão, lanchamos no famoso Bob’s de Copacabana, conversamos com pessoas bacanas na tradicional Help e fomos assaltados no famoso restaurante Antiquarius, no Leblon (calma nêga, fomos assaltados no preço).
Nesse meio tempo, claro, participávamos do tal evento lotado de pessoas ilustres e poderosas. Empolgados, tiramos fotos e conversamos com os ministros e as celebridades presentes, até que a coisa ficou monótona. E foi aí que Janjão nos chamou a atenção para o gigantesco aparato que formava a Guarda Presidencial. Milhares de homens de preto, óculos escuros e fones nos ouvidos controlavam a movimentação das pessoas e impediam o acesso aos andares de cima do hotel. Em segundos nosso Mandrake mentalizou um plano mirabolante para furar a guarda do presidente (com trocadilho, por favor) e termos acesso à famosa piscina panorâmica do Hotel Glória, onde conseguiríamos ter a mais bela vista da cidade maravilhosa. E entre disfarces, despistes e correrias, conseguimos chegar ao local desejado. Ficamos poucos segundos, tempo suficiente apenas para tirar uma única foto, enquanto observávamos, afoitos, meia dúzia de madames tomando sol e uma dúzia dos homens de preto, todos armados, correndo em nossa direção.
Por pouco não saímos algemados do hotel. E o que nos restou da brincadeira foi essa fotografia, que nos trás as lembranças deliciosas de tudo que ocorreu naquele dia, de tudo que curtimos naquele passeio. Esse é o grande barato das fotos, a conexão que podemos fazer entre a imagem, o instante congelado, e as lembranças dos nossos momentos especiais. Só a fotografia é capaz de parar o tempo, imortalizar as coisas. Ela é o infinito despertar da saudade, que nos dá o prazer de reviver sentimentos, loucuras, sonhos, alegrias e tristezas.
3 comentários:
JANJÃO É O CARA!!!!!
hahahaha...
Bons tempos, difíceis de voltar.... Ri demais lembrando dessa história, nem lembrava mais da gasolina que tinha acabado na Lagoa. Vc só esqueceu de Júlio (lembra de Nária? kkkk....) cochilando no "Devassa" da Barra da Tijuca.
Ah, e tirando o malandro e viajado, acho que vc exagerou um pouco nos outros predicados... Procurei saber mais do Mandrake (que bom que existe wikipédia, rsrs) e vi lá: "mulherengo, cínico e amoral, além de profundo conhecer do submundo carioca" - acho que se encaixa melhor no perfil do professor lembra? o professor carioca que frequentava points de travecos? rsrsrs)...
Grande abraço, dê notícias, vê se não some, seu porra! Parabéns pelo site, dizer que vc tem um talento enorme é pouco, né?
Abs,
Janjão Santiago
Definitivamete, você é o próprio Mandrake Jão!!
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