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23 janeiro 2010
De volta à terapia
Não, não sofro de nenhum tipo de sensibilidade aguda. Meu sumiço mais tem a ver com falta de tempo e de “saco”. É triste, pois a muamba dessa banca é a crônica, e é do corriqueiro que ela surge e se enche de graça. Não dá pra dizer que faltou assunto. Cronista sofre de falta de inspiração, assunto, jamais. Mas tenho visto tanta coisa indigesta no mesmo prato que a vontade de escrever saiu de fininho. As coisas perversamente engraçadas ou comicamente tristes estão todas aí, sem graças, de tanto se repetirem. E as manchetes de enchentes, terremotos, Congresso, Dilma, Lula, Obama e Vanderlei Luxemburgo me levaram a uma deliciosa depressão pós-férias. Sim, eu poderia ter descrito outro Amor de Arnaldo, poderia ter publicado meus poemas escondidos na tal Meus Documentos, poderia repetir a crônica de Dezembro do ano passado (“O que desejo no próximo ano”). Ou poderia publicar uma carta finíssima ao presidente mais cínico da história desse país. Não consegui. Voltei com essas linhas que vos falam graças aos pedidos de três leitores amigos (coitados, devem ser meus únicos leitores). Como disse o Spam, nossos posts são gritos no telhado. Como esse mundo de blogs é uma megalópole esquizofrênica com todo mundo se esgoelando ao mesmo tempo, sabemos que não seremos ouvidos. Mas eu também grito. Essa é a minha terapia.
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2 comentários:
Falta de gosto, somado a um monte de desastres torna-se irremediavelmente leviana a falta de inspiração.
Porém, constante o pedido para que escreva, sempre.
Beijo Gui!
Também já sofri disso tudo. Descobri hoje, só hoje, que não sofro mais. E quis começar um blog novo, mas o google me disse - e aqui está a prova - que o Literatura de Bermuda já tem dono. Quer começar 2011 se livrando do endereço, da página e do fardo que pode ser a delíia de escrever?
Eu estou planejando iniciar 2011 ainda em 2010.
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