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25 abril 2016

Game of thrones

Está aberta a temporada de decadência absoluta do ser humano. É só se fala dá última temporada de Game of thrones, essa série que até vovó já viu e eu não.

Na verdade assisti dez minutos de um episódio dela. Parei no décimo minuto, por puro preconceito de gênero. (Gênero literário).
Foi assim: Fredinho fez aquela propaganda: “Véi, você tem que assistir GOT, véi. Puta que pariu. Você tem que assistir”. E me fez jurar que assistiríamos juntos naqueles dias em que eu estava em Moc.

Tava tudo dando certo. Ele fez pipoca (de panela!). Deixou a sala gelando com 18 graus. A iluminação perfeita. Imagem blue rei naquela TV enorme. Som de cinema num home theater do capeta. Tudo o que todo gordo situado em Montes Claros pediu a Deus. (Eu era gordo). Fiquei vidrado nos primeiros minutos. "Que cenário fantástico, deve ser filmado na Irlanda”, comentei. 

Aquela violência gostosa já desenrolava numa trama política épica que me envolvia, e eu já percebia uma subtrama religiosa se articulando ali na frente. Nem piscava. Que texto. Que enredo.

Até que me aparece um dragão na cena. Uma brochada épica. “Puta que pariu, Fredinho. Dragão, porra?”

Eu não sabia que a série tinha elementos de fantasia. Não estava preparado pro dragão. Larguei GOT aos dez minutos. Levantei e fui tomar minha cerveja lá fora.

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